Existe mais poesia no olhar de quem ama de que em mil poemas que se escrevam, mas nem por isso devemos deixar de escrever mil poemas para mostrar ao mundo o que esse olhar dizia... assim nasce o meu humilde blog de poesia...
poetrycafe
Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Mudança...

 

Olá amigos.

Por questão de funcionalidade mudei de residência e de nome pois a vida é feita de mudanças. Canalizo deste modo todos os meus amigos para o meu novo espaço de poesia, e agradeço a alteração do meu link a todos os amigos que o possuem nos seus espaços. Não tenham receio que a alteração é apenas de espaço e de nome pois a linha editorial continua a mesma. O meu novo espaço é o seguinte:

O grito de um poeta...

...o Grito de um Poeta...

http://paginapoema.blogspot.com/


publicado por efeneto às 16:29
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4 comentários:
De Naeno a 18 de Julho de 2007 às 23:18
ALÉM

Perco-me na confusão de sonho e realidade
Nesta mistura de quimeras e vida
Aquele lugar um imã, e de saudade
Que no extremo do rio detida
E que desejo, mas ficou por aqui
Esperando que alguém me veja rir.

Quem sabe demarcações inexistentes
Levem longe sem que possa ser
Descanso e sossego para os penitentes
De que essa instância possa oferecer
Felicitados nós? Diz-se talvez,
Naquela distância, em pouca vez.

Tão, só sonhada, não se insinua
Só de sonhá-la já me cansou
Sob os oitizeiros, olhando a lua.
Sente-se o frio quando ela pousou.
Ah, nesse canto também além
O mal se faz, enfrenta o bem.

Diferente de outros lugares
Nem com as sombras irreais ou não
Que aliza a alma nos seus altares
Que o bem ovule qualquer meu coração.
É disperso, sem nada, que é tudo,
Que a vida irrompa, sobretudo.

Um abraço
Naeno


De Naeno a 20 de Julho de 2007 às 17:47
PPERDER UM AMIGO

Perder um amigo, é perder um abrigo
Sair pelas noites, caindo nos bares.
É como sumir de uma hora pra outra
O crucifixo, a fé de rezar.
É sentir-se mal onde não há ninguém
Alguém que te veja, e te faça deitar.
E prender o sangue, pra estancar chorar.
É enterrar os dedos bem dentro dos olhos
E chorar aos molhos até se molhar.
Perder um amigo é perder um arrimo
Que em tudo era ele que te sustentava
É ir às campinas e ver que feneceram
As rosas que há pouco inteiras brilhavam.
É subir a ponte e ouvir do precipício
Um chamado no ouvido, sentir calafrio.
É passar as noites do jeito noturno
É abrir os retratos e lhe ver em tudo,
Ou parte da vida que não faz sentido
Antes do teu choro, choro pelo amigo.
Perder um amigo é a gota mais lenta
Quando se pensava que ainda tinha dentro.
É olhar-se nos outros, a referência perdida,
É como esquecer-se da roupa, da vida
E entregar-se posto, diante de todo mal.

Um abraço
Naeno


De carla granja a 10 de Outubro de 2007 às 22:32
olá! estás bem? senti uma frieza nas tuas palavras,o tratares por voce o facto de nem dizeres nada sobre o poema :( mas espero k estejas bem e isso é k é o mais importante. estarei sempre aki no teu blog sempre k tiveres novidades,
bjo e tudo de bom meu amigo.
bjo
carla granja


De Naeno a 22 de Fevereiro de 2008 às 15:40
EU TE DIRIA

Sabes o que eu faria contigo, agora,
Caso a vida me desse uma folga?
Diria-te: mira o teu ouvido nos martelos
E suas loucas investidas na bigorna.
Mostrava-te os passarinhos tão distantes,
Aqueles que cantam soltos, e os tristes.
Que uns lhes chamam encantados,
E outros lhes chamam anjos
Que dedilham a lira e as estrelas, dançam.
Dir-te-ia que tudo isso é mudo e surdo
Mas perceptíveis à alma quieta
E de sentidos mais apurados.
Apontava-te o verde mais intenso, porões da mata.
Dos vales que eu nunca vou pisar.
E falava-te das minhas vontades
Aquelas mais desertas, além, além
As que eu quero tirar da minha visão
Que só farei quando aprender a voar.
Mostrava-te o retrato que me fala
Nas vezes que o procuro na gaveta,
Que a saudade é mesmo um castigo,
E condenados somos tantas vezes.
Mostrava-te um poema de Fernando Pessoa
Que ele fez, perdido dentro das pessoas.
E assina quietas, as venturas da lua,
E o que a gente escuta, que é Deus falando
A voz que a gente decifra quando quer.
Segredava-te baixo em teu ouvido,
E se acordasses te faria dormir de novo.
Mas a palavra lembrada em seu tempo
Eu me obrigaria a falar.
Falava-te do velho camponês,
Que guarda zeloso seu rebanho,
E veio o vento tão impetuoso
E não arrastou nem um do seu ganho.
Citava a contravenção do tempo
Levando escondido em seus bornais
Amores que a gente pensa uma vida
Encontrar, amar, pra depois separar.

Um abraço
Naeno


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